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Escrito por Simone Santana
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Quando falamos sobre Saúde Mental recorrentemente nos vem à cabeça a imagem de pessoas alegres, realizadas, livres de todo e qualquer problema.
No momento em que nos referimos a transtornos mentais, é comum a fala ser associada a imagem de uma pessoa contida por uma camisa de força.
Ideias arcaicas, resultado de séculos de descuido, descaso e incompreensão dos problemas da mente.
A saúde mental não é só ausência de transtornos mentais, ela é parte integrante da saúde e é determinada também por fatores socioeconômicos, ambientais e biológicos. A proteção, prevenção e a manutenção da saúde mental são essenciais para se manter um estilo de vida saudável.
Mas qual é o sinal de que algo não está bem? Quando devemos buscar ajuda ou ajudar alguém? Transtornos mentais podem não ser de fácil diagnóstico e muitas vezes a pessoa que está em sofrimento mental, por vergonha, não procura ajuda.
Neurose, psicose, esquizofrenia, TOC, ansiedade, depressão. Loucura?
De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (2015), mais de 700 milhões de pessoas sofrem com transtornos mentais em todo o mundo. A depressão afeta cerca de 300 milhões de pessoas e o Brasil ocupa o segundo lugar em prevalência da doença nas Américas, perdendo apenas para os Estados Unidos.
Muitas vezes confundida com melancolia ou tristeza, a depressão é rotulada de "frescura", "falta do que fazer", "preguiça", "chatice" ou "vontade de chamar atenção".
Descritas por muitos como “uma dor na alma”, “um buraco negro”, “ falta de vontade de tudo”, essa doença séria e cruel ainda é cercada de tabus e muito mal vista pela sociedade. As pessoas que sofrem com transtornos mentais muitas vezes não conseguem procurar ajuda, não recebem tratamento e apoio adequado e infelizmente atentam contra a própria vida, como forma de aplacar essa dor tão profunda para a qual parece não haver solução ou remédio.
Em 2015, ainda de acordo com a OMS, 788 mil pessoas morreram por suicídio, o que representou cerca de 1,5% das mortes em todo o mundo; e com um agravante, entre jovens de 15 a 29 anos , foi a segunda maior causa de mortes.
Aprendemos desde cedo a lidar com perdas e frustrações. A tristeza que nos toma quando somos infelizes em uma tentativa é resultado natural do processo de aceitação do que perdemos; porém, quando esse quadro persiste devemos entender como um sinal de alerta e que é hora de procurar ajuda profissional. Neste momento é necessário o apoio de familiares, amigos e colegas.
Ninguém negaria a medicação para um diabético ou um hipertenso, então, por que não entender as necessidades de uma pessoa em sofrimento mental? Como não entender a descrição de "uma dor que corta a alma","Um caminho sem volta"?
No "Prevenção é o melhor caminho", projeto idealizado e criado em parceria com a Todo Cultura, demos o pontapé inicial na abordagem de um tema extremamente amplo. Ainda temos muito o que falar e ouvir sobre o problema. E quando dizemos ouvir, temos que pensar no quanto estamos sós, no nosso próprio mundo.
Ao abordar mídias sociais e saúde mental, o psicólogo Eduardo Oliveira (entrevista no canal da Todo Cultura no YouTube), realçou o aspecto de solidão que nos rodeia quando estamos inseridos no mundo digital. Um milhão de amigos na internet e nenhum disponível para uma conversa, um abraço ou simplesmente nos ouvir.
Há sim como obter a cura para transtornos mentais ou melhor qualidade de vida. Para quem terá que utilizar medicação durante toda a vida e/ou receber acompanhamento psiquiátrico, psicológico, comportamental, "que bom que existem os medicamentos" e os bons especialistas da área que buscam encontrar com seus pacientes uma recuperação rápida e aplacar/minimizar os problemas o mais rápido possível.
Que haja compreensão e empatia para com aqueles que necessitam de ajuda. E que as pessoas se lembrem de que ninguém fica doente porque quer.

foto simone santana
Autora
Simone Santana
Gestora de Serviços de Saúde

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